Copa Entre Amigos

FINAL É FINAL: SEM ZEBRAS

COPA ENTRE AMIGOS 2026 · 23ª EDIÇÃO · ZEBRAS DA COPA

HAITI x JORDÂNIA: O PODEROSO ATAQUE ENCARA A DEFESA DO ESPLENDOR: O VENCEDOR ESTÁ LONGE DE SER UMA ZEBRA

Antes, Noruega e Canadá brigam pelo bronze — e pela honra de quem pipoca menos. Ginásio Apollo, sábado, 26 de setembro, a partir das 9h30.

Por Leocas · Comissão de Imprensa da CEA

Enquanto muitos já ensaiam a coreografia da festa de encerramento, a Copa Entre Amigos chega ao seu último sábado de 2026.

A 23ª edição, batizada de “Zebras da Copa”, entregou zebra na dose certa: líder de pontos corridos eliminado nos pênaltis, oitavo colocado na semifinal, viradas de filme de terror. Mas a grande final, ironicamente, não tem zebra nenhuma. Chegaram os dois times que mais apresentaram consistência e elenco sólido.

De um lado, o Haiti de Sakoman, Fernando e do goleiro-artilheiro Aquiles: o time que mais fez gols, mais tomou cartões, mais doou leite e mais viveu no limite. Do outro, a Jordânia do paredão Marquinhos, do Speed da bicicleta e do reforço Torres: o time que menos sofreu, menos se abalou e mais fez falta com sorriso no rosto. Melhor ataque contra melhor defesa, num duelo que a história da CEA costuma decidir como manda a boa dramaturgia, supresas.

O caminho até o Apollo

FaseConfrontoPlacar
QuartasAustrália x Canadá3 x 3 (Canadá nos pênaltis)
QuartasNoruega x Arábia Saudita7 x 2
QuartasJordânia x África do Sul4 x 2
QuartasCuraçao x Haiti4 x 7
SemifinalNoruega x Jordânia5 x 6
SemifinalHaiti x Canadá9 x 4
3º lugar — 26/09, 09h30Noruega x Canadáa definir
GRANDE FINAL — 26/09, 10h30Haiti x Jordâniaa definir

Palavra do Presidente

Antes da bola rolar, fala o presidente. Maurício Wosch, presidente da CEA, abriu a semana da final com um recado de gratidão que resume o espírito desta edição:

“Quero agradecer a todos pela incrível edição que fizemos juntos e pela confiança que cada um depositou na organização. Tivemos um campeonato que demonstrou muito equilíbrio do começo ao fim, e isso só acontece com o comprometimento de todos. Agradeço pelo respeito, pela amizade e pela diversão responsável — e, principalmente, pela lealdade. Erros sempre são esperados, porque é dos erros que formamos os ajustes. Mas os valores permanecem íntegros.”  — Maurício Wosch, presidente da CEA

Na sequência, o VP Técnico-Jurídico que deixou de lado a caneta:

“Não foi um ano fácil para mim. Todos sabem o quanto amo a CEA e amo cuidar de todos na CEA. A saúde não ajudou muito e os compromissos de trabalho me exigiram demais este ano. Reconheço meus excessos, como reconheço minhas medidas — remédios amargos, que tiveram e alcançaram seus propósitos. Errei na força e pedi minhas desculpas. Para mim, o tema está encerrado. Ao longo dos anos sempre fui aquele que concilia, que entende e apazigua, que ajusta e que luta para que todo o certame flua com segurança, qualidade e boas resenhas. Àqueles que se ofenderam comigo e ainda guardam mágoas muito aparentes, meu recado é paz: não há por que insistir em mágoas que nem deveriam existir, quanto mais persistir. O “chupa, Leocas” vem, eu sei. Mas para mim será uma bênção, porque se no final isso trouxer recomposição, então um sonoro “chupa, Leocas” é mais que satisfatório. Não há, e já não residem mais, motivos para alimentar mágoas. Esse momento reativo, que também vivenciei, passou. Dito isso, obrigado a todos por mais um ano de confiança no trabalho — diga-se, voluntário — de fazer da CEA o campeonato mais democrático e divertido de Curitiba. Às famílias, meu superior agradecimento, porque vocês são o que nutre a CEA para ser tão especial.”  — Leocas, VP Técnico-Jurídico

Registrado. Agora, aos que interessam: os correspondentes.

A comissão de imprensa faz o balanço

Cada correspondente falou da trajetória da sua equipe e cravou palpite para a decisão. Os áudios chegaram em ordem aleatória, alguns de madrugada, um deles “bem corrido no trabalho”. A redação agradece — e edita.

Haiti — Jow: “O banco apareceu quando os titulares estavam suspensos”

O correspondente haitiano, estreante na liga e autor do quarto gol da virada sobre o Canadá, fez a análise mais longa da semana — 405 segundos, cronometrados. Segundo ele, o Haiti chega à final por ter destaque em todas as categorias, de A a D, mas passou a temporada regular sem constância: “muitos cartões, que resultaram numa doação vasta de leite”, brigas e suspensões. O curioso é que ele enxerga nisso uma vantagem: foi exatamente nos jogos sem os titulares que Cido, Tomatinho, Lisandro e o próprio Jow ganharam rodagem, e na semifinal todo o banco participou de gol. Até Caco, chegado da Nova Zelândia para o lugar do lesionado Cláudio — um dos artilheiros e líder de assistências da competição — entrou na roda.

“A Jordânia teve mais constância, acabou melhor na tabela e ganhou de nós por 7 a 4 na primeira fase — sem o Sakoman, num jogo às 9 da manhã depois do jogo do Brasil. Não estou dando desculpa. Acredito que eles são os favoritos. Mas ser o time a ser batido só nos motiva.”  — Jow, correspondente do Haiti

Palpite: 7 a 4 para o Haiti, “devolvendo o placar da temporada regular”. E um pedido: “Não vou falar em pipoca porque espero que ninguém pipoque.” A redação anota a ingenuidade e segue.

Jordânia — “Se não fosse o Marquinhos, nós tava ferrado”

O correspondente jordaniano, que se identifica pelo gosto declarado por faltas, resumiu a receita do time em uma palavra: defesa. “Todos marcam com vontade. Fabiano gosta de fazer uma falta, eu gosto de fazer uma falta, o Torres adora fazer uma falta.” Equilíbrio entre ataque e defesa, ninguém deixa passar, e no gol o homem mais cotado da temporada.

“Acho que temos o melhor goleiro do campeonato. Marquinhos esse ano foi inacreditável debaixo das traves. Se não fosse ele, a gente não tinha chegado onde chegou.”  — Correspondente da Jordânia

Sobre o adversário, reconhecimento sem falsa modéstia: Sakoman e Fernando são “dois craques numa parceria de dois anos que está dando certo”, com Caco, Lisandro e Aquiles em bom momento. E uma alfinetada para a ex-líder: “A Austrália podia estar lá, mas teve gente pipocando.”

Palpite: jogo disputado, “que vença o melhor time — e se tudo der certo, que seja a Jordânia, mas o Haiti também é um time massa, não dá para negar”.

Noruega — “Nosso time virou coletivo. E o campeonato acaba cedo demais”

Com 411 segundos, o correspondente norueguês bateu o recorde de duração da semana e usou cada um deles. Na análise, uma Noruega sem estrela individual, mas de conjunto: Gus brilhante, Edu e Hérisson “jogando muita bola”, Caran decisivo marcando Cláudio no jogo contra o Haiti, Japa saindo por acúmulo de campeonatos e Filippini agregando. A dificuldade de jogar “jogos completos” pesou, mas a semifinal chegou — e parou na Jordânia.

“O Torres entra num time que já era bom e eleva o nível. O goleiro deles, sem dúvida, é dos melhores em anos. E o Léo, na minha opinião, é mais do que B. Alguns dizem que não. Para mim, é.”  — Correspondente da Noruega

Do Haiti, o temor tem nome e posição: “Sakoman, quando está encapetado, todo mundo sabe como é. Fernando, nem se fale. Aí fica a dúvida: será que o Aquiles vai armar? Será que vai sair igual um louco do gol e deixar os espaços?” O Canadá, adversário na disputa de terceiro, recebeu elogio com farpa: “Eliminou o melhor time do campeonato naquela pipocada monstra do Caverna que todo mundo sabia que ia acontecer. Ian Caverna, João Felipe, Maurício — uma hora ia desmoronar.”

E o desabafo institucional, que vale registro em ata: “Por que acabar tão cedo, organização? Campeonato tem que ir de março até o meio de novembro. Seis meses sem CEA fica difícil. Ajude nós a ser feliz.” A redação encaminha à diretoria. A diretoria, por sua vez, lembra que já tem gente pedindo mais times e menos banco — vide Arábia Saudita, logo abaixo.

Palpite: Jordânia “um pouquinho na frente”. E promessa para o bronze: “passar o carro” no Canadá.

Canadá — “Desbancamos o famigerado líder. Segue o líder.”

Se há um time que encarna o tema desta edição, é o Canadá. Classificou em último, no apagar das luzes, com “um golzinho salvador”, e logo depois eliminou nos pênaltis a Austrália que liderou a fase de grupos de ponta a ponta. O correspondente canadense faz questão de lembrar a frase da temporada: “Segue o líder. Vale relembrar essa frase agora.” Segundo ele, o time sofreu o ano inteiro pela falta de um fixo de origem — “tomamos muitos gols bestas” — mas provou psicológico: “Nos pênaltis, os caras chegaram abatidos porque não conseguiram demonstrar a dita superioridade.”

A semifinal, porém, doeu. “Dominamos 80% da partida, literalmente 80% do tempo estávamos na frente. Nos 10 minutos finais entregamos o empate e depois foi cena de filme de terror. O Haiti sentiu o cheiro do sangue.” Registre-se ainda a cobrança interna: “O Bruninho não deixou o Lucas Senne em paz. O Lucas Senne é a prova viva de que ninguém estava livre de cobrança no Canadá.” A redação, com o devido respeito, guardou essa informação para o tópico da disputa de terceiro lugar.

Palpite: final equilibrada entre dois times bons. E, para o bronze, “questão de honra pela pipocada que fizemos”.

Austrália — “A velha sina de ser líder nos pontos corridos”

A voz da Austrália foi a mais resignada da semana. Campanha consistente, primeiro lugar, bom futebol — “e chega no mata-mata e zera tudo, o histórico ficou para trás”. O correspondente reconhece que o Canadá “aprendeu a jogar contra a Austrália” e mostrou uma competitividade que ninguém esperava. A conta é matemática: “De 10 jogos, ganharíamos 9. Foi o que aconteceu.” E a conclusão, com um suspiro que a transcrição não captura mas todos ouvimos: “Mantemos a tradição.”

Palpite: “Para não ficar em cima do muro”: jogaço, 5 a 4 para a Jordânia, time “muito forte defensivamente”. Sobre o Haiti, o velho refrão: “Falar em Sakoman é falar em grande chance de final.”

Curaçao — “Tínhamos o Cabeça, mas faltou cabeça”

A melhor frase da semana veio do Curaçao, e ela dói. O time começou o ano eufórico no sorteio, por jogar com Alisson (“o Cabeça”), estreou vencendo justamente o Haiti por 6 a 5, num jogo de expulsões e golaços, e empatou 4 a 4 com a Jordânia — com direito a pênalti no último lance, em que Alisson acertou “a cara do goleiro Marquinhos”. Ganhou de um finalista, empatou com o outro. E parou nas quartas, num jogo apático, diante do mesmo Haiti.

“Eu acho que o ego foi o problema. O “eu sou o craque, eu vou resolver, não vou sair da quadra, você não entra”. Tivemos brigas internas que atrapalharam muito o time. Tinha potencial, só não soube aproveitar.”  — Correspondente do Curaçao

Na avaliação da final, o texto mais técnico da semana: Haiti com “um dos melhores A, um dos melhores B+, bons B, bons C e trocas de D que mantêm o nível”, mais Aquiles, “que já foi finalista várias vezes, já foi campeão, sabe jogar a CEA”. Jordânia com “o melhor goleiro do campeonato, um dos melhores alas, atual campeão, um B+ que faz toda a diferença” e a entrada de Torres. Menção honrosa a Japira: “É um D que na verdade poderia ser facilmente um B.” A Comissão de Categorias agradece a denúncia.

Palpite: sem favorito. “Essa final não é zebra. Chegaram os dois times que mais jogaram bola.” E depois, nas palavras dele, “bebedeira e dançarada”.

Arábia Saudita — Badaz: “O famoso time montanha-russiano”

Badaz define a Arábia Saudita com um neologismo que a redação decidiu preservar: montanha-russiano. Perdeu as três ou quatro primeiras rodadas, emendou três ou quatro vitórias na reta final, classificou em quinto e ficou com “a sensação de que dava semifinal”. Não deu: Noruega 7 a 2. Torcida declarada para o Haiti, com uma ressalva enigmática que todo mundo entendeu: “O Haiti tem o famoso calcanhar de Aquiles. Nem precisa citar o nome da pessoa.”

Badaz também engrossou o coro do “acabou cedo” — ele perde uma rodada por ano por causa da Oktoberfest, e este ano nem isso — e defendeu mais times e menos jogadores por equipe: “Prefiro menos concorrência, principalmente para o Badazão aqui.” Sinceridade que a redação respeita.

“Spoiler: faz quase dois meses que estou enchendo o saco do Beto lá do Apollo. Na JB tem um sistema no sintético que grava os últimos 30 segundos quando você aperta um botão. Imagina o tanto de zoeira: gravar gol, gravar caneta, gravar o Caverninha perdendo pênalti. Depende de o Beto ajudar e da Grudando Ouro dar uma força.”  — Badaz, correspondente da Arábia Saudita

A organização, na pessoa dos três nomes citados no áudio, toma conhecimento. Se em 2027 tivermos replay de pênalti perdido, a culpa é do Badaz.

África do Sul — “Teve jogo que faltou um pouquinho, e teve jogo que faltou a gente”

Curto e honesto, o correspondente sul-africano avaliou a campanha como “ok”: time engrenado e unido, mas com espaço para ir além, não fosse a lista de ausências. Sobre a final, uma análise que os outros correspondentes não fizeram: os dois A crescem nas finais. “O Sakoman tem várias finais. O Wesley já vai para a segunda final seguida — e a do ano passado ele acabou com o jogo.”

Palpite: “Não tem favorito.” Haiti chegou “quase no piloto automático” apesar das dificuldades; Jordânia “ganhou vários jogos pegados”.

Cabo Verde — “Tinha tudo para dar certo, mas deu errado”

O áudio mais matinal da semana (07h02, com pedido de desculpas “pela demora, estou bem corrido no trabalho”) fechou o balanço de Cabo Verde em uma frase e um nome. O nome é Arion, o melhor Categoria A da CEA: “Praticamente todos os jogos que o Cabo Verde empatou ou perdeu é porque o nosso A chegou atrasado, estava suspenso ou não foi jogar porque estava na praia.” Some-se a ausência do B+ num jogo decisivo e o massacre para a Escócia com o time incompleto, e está explicado o gosto amargo. Mas o fecho é generoso: “Foi meu primeiro ano na CEA. Gente boa, futebol democrático. Agradeço pela oportunidade.”

Os que ficaram no silêncio

Nem todos os correspondentes enviaram áudio. Escócia e Nova Zelândia, entre outros, optaram pelo recolhimento — a Escócia, presume-se, ainda comemorando o 8 a 1 sobre Cabo Verde que salvou o ano; a Nova Zelândia, provavelmente sem sinal desde a crise de meio de temporada. A redação não julga. Registra.

As decisões de sábado

09h30 — Noruega x Canadá: o bronze, a honra e a pipoca

A disputa de terceiro lugar costuma ser o jogo que ninguém quer jogar e todo mundo assiste. Este ano, é um pouco mais que isso: dos dois lados há contas a acertar. A Noruega chega ferida pelo 6 a 5 para a Jordânia e prometeu “passar o carro”. O Canadá chega humilhado pelos dez minutos finais contra o Haiti, com o correspondente declarando “questão de honra” e — detalhe importante — descrevendo no mesmo áudio um ambiente interno em que “ninguém estava livre de cobrança”, Bruninho no comando das cobranças e Lucas Senne como prova viva.

É exatamente aí que mora a análise desta redação. O Canadá tem peças ótimas e demonstrou psicológico contra a Austrália, mas o time que dominou 80% de uma semifinal e entregou os 20% restantes não se reinventa em uma semana. A Noruega, coletiva, com Gus, Edu, Karan e Filippini rodando bem, deve sofrer — sofrer bastante, inclusive — mas leva. Nossa leitura é que a manhã canadense terá um enredo conhecido: Bruninho e Igor vão pipocar, e o resto do time vai olhar para o banco procurando o fixo de origem que não veio o ano inteiro.

Palpite da redação: Noruega 6 x 3 Canadá. Bronze escandinavo, e o Canadá fecha o ano como a zebra oficial da edição — o que, convenhamos, é um título honroso em 2026.

10h30 — Haiti x Jordânia: disputa de titãs

Aqui não cabe zebra, e nenhum correspondente arriscou uma. É o melhor ataque contra a melhor defesa, e cada lado tem seu argumento. A Jordânia tem Marquinhos, candidato a melhor jogador do campeonato jogando de goleiro; tem Speed, candidato a destaque sem ser categoria A; tem Torres, que entrou e elevou o nível; tem Léo, que meio Curitiba acha que é mais do que B; e tem uma coleção de jogadores que “adoram fazer uma falta”. A campanha foi regular, o time terminou à frente na tabela e venceu o confronto direto por 7 a 4 — sem Sakoman, é verdade, mas os três pontos não perguntaram.

O Haiti tem o que a Jordânia não tem: caos produtivo. Sakoman encapetado, Fernando “nem se fale”, Cido, Caco, Lisandro, Tomatinho, Jow, e um goleiro que abre o placar quando o time está perdendo por 3 a 0. Fez 7 no Curaçao e 9 no Canadá em duas semanas. Tomou cartão, doou leite, jogou com três em quadra, viveu suspensão atrás de suspensão — e cada vez que o banco precisou aparecer, apareceu. É o time que, segundo o correspondente do Curaçao, “colocou os pés no chão e se organizou mentalmente”. A dúvida é se os pés ficam no chão por 40 minutos — e se Aquiles vai armar ou vai sair do gol “igual um louco”.

O placar dos correspondentes: Austrália, Noruega e Haiti (!) apontam a Jordânia como favorita; Curaçao e África do Sul não escolhem; Arábia Saudita torce pelo Haiti; a Jordânia, diplomaticamente, prefere “que vença o melhor”. Palpites numéricos: 5 a 4 Jordânia (Austrália) e 7 a 4 Haiti (Jow).

A redação tem sua própria estatística, e ela é implacável: a história da CEA diz que, quando o melhor ataque encontra a melhor defesa, o melhor ataque sempre vence. Não é ciência — é tradição, como a maldição do líder dos pontos corridos que a Austrália acaba de renovar. Por isso, com todo o respeito ao paredão Marquinhos e à disciplina jordaniana, esta coluna crava: jogo de nove, dez gols, decidido nos minutos finais, e o Haiti erguendo a taça. Se a Jordânia quiser contrariar a história, que faça o que fez o ano inteiro — e que Wesley acabe com o jogo de novo, como na final do ano passado.

De qualquer forma, o roteiro pós-jogo é consenso absoluto entre todos os correspondentes, sem exceção: bebedeira, dançarada, disputa de quem faz mais fiasco. E, para os que já estão contando, a CEA só volta em maio. Seis meses. A diretoria ouviu. A diretoria vai pensar. A diretoria também gostaria de ter novembro inteiro de sábados no Apollo.

Ginásio Apollo · Sábado, 26 de setembro de 2026 · 09h30 Noruega x Canadá · 10h30 Haiti x Jordânia

Copa Entre Amigos — o campeonato mais democrático e divertido de Curitiba. Que vença o melhor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *