Copa Entre Amigos

E não é que seu boa, de novo!

CEA — COPA ENTRE AMIGOS 2026

EDIÇÃO ZEBRAS DA COPA • 23 ANOS

Crônica Esportiva | Edição de Resultados — 1ª Rodada & Prévia da 2ª Rodada

 📰  A CRÔNICA DA PRIMEIRA VEZ

Há coisas no futebol que a estatística não consegue capturar. O cheiro de feijoada, o som do chopp sendo tirado, a cara de quem prometeu que esse ano seria diferente e foi expulso de novo. A Copa Entre Amigos, em sua majestosa edição Zebras da Copa, abriu as cortinas com tudo que se espera da CEA: diversão, cenas lamentáveis e muita resenha.

A plataforma Meu Futeba estreou sua súmula por Inteligência Artificial, e o sistema foi impecável. Fácil, intuitiva e trouxe agilidade e confiança nos registros, além de fornecer os eventos ao vivo, online, em tempo real.

A arbitragem, capitaneada pela ASSOFUT, esteve afinadíssima. Só não expulsou o Baiak porque não esteve em quadra.

Os jogos foram disputados com garra, técnica e aquela dose generosa de drama. E as zebras? Apareceram. E mais de uma.

 ⚽  OS RESULTADOS — PARTIDA A PARTIDA

🔥 JOGO 1 — O Clássico do Empate Matemático

QATAR5x5ESCÓCIA
⭐ Qatar liderava 4×1 no intervalo — e aí entrou o Mendigo Prateado

Se você estava procurando um jogo para explicar o que é a CEA para alguém que nunca assistiu, este era o jogo. Qatar 5 × 5 Escócia. Num roteiro de série dramática, um protagonista roubou a cena: Will.

O primeiro tempo foi de domínio qatarense. Tiago Bigode, fiel ao seu apelido e ao seu faro de gol, foi cirúrgico. O Qatar construiu um confortável 4 × 1.

Mas como um bêbado escocês de kilt, o segundo tempo William com N — também conhecido como O Mendigo Prateado, num estado que só pode ser descrito como endiabrado, marcou nada menos que 5 gols na partida. Cinco. E buscou um empate heróico.

“William com N fez 5 gols. Cinco. O Qatar fez 5. Coincidência? Não. Fenômeno? Não. Certeza que foi esquema de BETs.” – disse Coxinha depois de cair da escada.

O goleiro Nine foi fundamental na reação escocesa, apresentando uma performance que oscilou entre o Van Gogh que prometemos e o Petr Cech que esperávamos — e nos momentos que importaram, foi Cech.

🛡️ JOGO 2 — O Duelo dos Goleiros Monumentais

JORDÂNIA3x2CANADÁ
⭐ Speed do Ozempic decidiu com 1 gol e 1 assistência

Nem sempre o jogo bonito é o mais importante. Entre Jordânia e Canadá, o que prevaleceu foi a disciplina tática, a intensidade da marcação e dois goleiros que decidiram que não seria hoje que a bola passaria por eles.

Marquinhos, da Jordânia, e Ramon, do Canadá, protagonizaram um duelo paralelo dentro do jogo principal — e os dois saíram de cabeça erguida. O resultado poderia facilmente ter sido 0 × 0 não fossem as intervenções pontuais de qualidade que fizeram a diferença.

A virada do jogo veio pelo menos esperado: Speed, o atleta que a redação desta crônica já apelidou carinhosamente de Speed do Ozempic, entrou em quadra e mudou o resultado com um gol e uma assistência.

“Dois times que defendem bem. Daí vem Speed do Ozempic que parecia que ia atacar, mas defendeu pro lado errado, e deu certo. Daí paremo.”

🦘 JOGO 3 — A Primeira Zebra da Oceania

AUSTRÁLIA7x5NOVA ZELÂNDIA
⭐ Filipe Caverna foi o terror do seu próprio irmão Caco

A primeira grande zebra da edição Zebras da Copa foi no primeir clássico do certame. Austrália 7 × 5 Nova Zelândia. O favorito caiu. O candidato ao título tropeçou. E um sujeito chamado Caverna virou algoz do próprio sangue.

Filipe Abatti Caverna foi simplesmente devastador. Enquanto a defesa australiana vacilava nos primeiros minutos, com dois perus do goleiro Guga, que deixava a Nova Zelândia construir vantagem sem esforço, Caverna tomou o jogo para si e transformou cada ida ao ataque em problema para o adversário — inclusive para Caco, seu irmão, que teve que encarar a crueldade de ter que aguentar “Aqui é o mdelhor Abatti”!!! Não existe psicólogo que resolva isso.

Do outro lado, Flavinho, o goleiro artilheiro da Nova Zelândia — fenômeno da natureza que insiste em combinar as funções de goleiro e centroavante —, foi impiedoso no ataque. Fez gols, assustou, balançou. Mas desta vez, a defesa australiana se reorganizou, o goleiro Guga mostrou por que é titular e a Austrália fechou o placar em 7 × 5 numa partida digna de atenção.

“Caverna não tava puro, alguém precisa fazer um antidoping urgente nesse maluco”.

⚡ JOGO 4 — Allishow e a Arte de Jogar Água no Chopp Alheio

CURAÇAO4x3HAITI
⭐ Allison marcou 4 gols seguidos. Achilles foi expulso. Clássico CEA.

O jogo mais aguardado da rodada não decepcionou. Os haitianos entraram em quadra com confiança e com o estreante Cláudio Mamute em grande noite: 2 gols e 1 assistência. O rapaz deitou — literalmente — na defesa do Curaçao, equipe que veste, segundo a torcida, a camisa apelidada de bumbum de neném. Sacoman e Achilles controlavam a partida e o Haiti parecia pronto para confirmar as previsões desta própria redação. Que foi quando tudo mudou.

Achilles, guardião haitiano, manteve sua consistente trajetória na CEA e foi mais uma vez expulso. O homem tem uma relação com o cartão vermelho que beira o afeto. É como se fosse um ritual de abertura de campeonato pessoal — sem a expulsão, o Achilles não se sente competindo de verdade.

Com um jogador a menos, o Haiti foi engolido pela mais pura e simples eficiência de Allison Cabeça, o maior artilheiro da história da CEA e homem que, mesmo depois do Monjauro, não perdeu a mira. Allison marcou 4 gols seguidos, jogou água no chopp das pretensões haitianas e garantiu a vitória do Curaçao por 4 × 3. Quem tem Allison tem resultado.

“Achilles: expulso. Allison: 4 gols. Cláudio Mamute: revelação. Uma partida com três protagonistas e apenas um vencedor. Isso é CEA.”

🌍 JOGO 5 — Jean de Olho no Troféu

ARÁBIA SAUDITA4x5ÁFRICA DO SUL
⭐ Jean fez 4 dos 5 gols africanos — candidato ao artilheiro

Se você quer ver um candidato ao título surgindo discretamente pelo corredor enquanto todos olham para a direção errada, observe a África do Sul. E observe Jean.

Jean Henrique da Silva, o Artilheiro Africano, marcou 4 dos 5 gols da vitória africana. Quatro gols numa partida de estreia — é muito currículo. Jean apresentou um futebol de candidato ao título, com posicionamento, finalização e aquele senso de oportunidade que não se treina: nasce.

Pelos árabes, Denis Calebe foi primoroso e liderou uma reação de segundo tempo que quase arrancou um empate histórico. A Arábia demonstrou grande vontade e competência — a sorte, aquela senhora volúvel que não respeita nenhum placar, simplesmente não colaborou. O 4 × 5 é um resultado que machuca, mas que também avisa: esta equipe vai dar trabalho.

Vale lembrar que Wosch e Badaz jogaram a partida depois de uma noite inteira de feijoada. Que tenham chegado em quadra já é motivo de elogio. Que tenham competido assim é quase milagre.

🥱 JOGO 6 — A Arte de Não Entrar

NORUEGA2x4CABO VERDE
⭐ Paulo Gogó fez o gol no intervalo — o gol que ficou na trave, na arquibancada e no trauma

Existem partidas que ficam na história pela beleza. Existem partidas que ficam na história pela virada emocionante. E existem partidas que ficam na história porque simplesmente não havia outra coisa para fazer a não ser sofrer junto.

Noruega 2 × 4 Cabo Verde foi, segundo testemunhas oculares, chata de assistir. Pouca criatividade, marcação atrapalhada de ambos os lados e um jogo que prometia virar guerra de atrito desde o aquecimento. A Noruega trouxe sua característica de marcação encardida. Cabo Verde não conseguiu soltar o futebol que tem.

O grande drama da partida foi protagonizado pelo improvável goleiro da jornada: Paulo Gogó, que estreou entre os postes em substituição ao titular Corvo, lesionado. Paulo Gogó estava naqueles dias em que a bola bate na trave, escapa, faz curva, passa raspando e some no nada e o gol não sai, mas saiu — dois, na verdade — mas jogo que é bom, nada.

Não quero mais ser judiada, disse a bola.
 🍖  DEPOIS DAS QUADRAS — A FEIJOADA, O CHOPP E O CAOS RESPONSÁVEL

Se os jogos foram o espetáculo principal, o pós-jogo foi o bis. A feijoada, preparada com arte e dedicação, estava “incrivelmente deliciosa”.

Houve chopp. Houve muito chopp. E quando o chopp acabou, a festa continuou — porque ceasense que é ceasense não desiste nunca.

Entre as histórias que circularam nos corredores e nas arquibancadas, destacam-se: um atleta que caiu da escada; uma promessa de emprego feita a um mendigo; uma sessão improvisada de expulsão de demônios; e uma quantidade de apostas que faria o Badaz passar vergonha.

“A feijoada estava ótima. O chopp estava gelado. Alguém caiu da escada. Uma promessa de emprego foi feita. Demônios foram expulsos. Rodada 1 encerrada.”
 🔭  2ª RODADA — ANÁLISE & PALPITES

A segunda rodada já começa a desenhar expectativas. Com os resultados da primeira jornada em mãos e as equipes já com um jogo no corpo, as análises ficam mais menos divertidas. Vamos a elas.

9h00  |  Quadra 1     NORUEGA  ×  CANADÁ
A Noruega chega derrotada e com o ego machucado. Time chato de jogar precisa de resultado para não virar time chato de assistir. E de resultado ruim — e essa combinação é fatal para a autoestima do grupo. A equipe de Japa, Gu e Wender vai tentar impor seu estilo de marcação sufocante, mas contra um Canadá que também vem de derrota e que tem Lucas Sene faminto por protagonismo, a tarefa é hercúlea. Ramon no gol canadense vai fazer o que fez contra a Jordânia: segurar o que der. A Noruega pode surpreender — mas para isso precisaria de uma versão de Gu bem acima da média do futebol apresentado até aqui.
🏆 PALPITE: Canadá vence por 3 × 2 numa partida que a Noruega vai reclamar até o Natal.
9h00  |  Quadra 2     JORDÂNIA  ×  CURAÇAO
Aqui está o jogo mais bonito da rodada no papel. Jordânia venceu com personalidade, Curaçao venceu com Allison. Marquinhos vs. Rodrigo Costa: um duelo de goleiros que vale o ingresso. Speed, que virou decisivo na rodada passada, vai ser muito marcado desta vez — Júlio Taborda e Baiano não vão deixar espaço. O xadrez tático favorece levemente o Curaçao pela potência ofensiva, mas a Jordânia tem Girotto, que ainda não mostrou tudo. A surpresa pode vir de onde menos se espera.
🏆 PALPITE: Curaçao vence por 7 × 1.
10h00  |  Quadra 1     AUSTRÁLIA  ×  ÁFRICA DO SUL
O confronto mais perigoso da rodada. A Austrália vem empolgada depois de derrubar a favorita Nova Zelândia. Mas do outro lado está Jean, que entrou no campeonato como um trator. E agora contando com Pacholek. A África do Sul é a grande revelação desta edição e tem tudo para ganhar mais uma.
🏆 PALPITE: África do Sul vence por 8 × 5 e confirma a candidatura ao título. Jean fará três.
10h00  |  Quadra 2     NOVA ZELÂNDIA  ×  CABO VERDE
A Nova Zelândia precisa se reerguer depois da zebra histórica sofrida para a Austrália. Gisleivai puxar o time. Andrigo El Matador quer mostrar que a estreia foi apenas aquecimento. E Flavinho, o goleiro artilheiro, será decisivo. Cabo Verde chega com confiança de quem venceu, mas Paulo Gogó no gol é uma incógnita. Arion Silva, atual craque do campeonato, vai tentar explorar os resquícios de desorganização defensiva neozelandesa. Se acertar, Cabo Verde pode surpreender, de novo.
🏆 PALPITE: Nova Zelândia vence por 5 × 3
11h00  |  Quadra 1     QATAR  ×  ARÁBIA SAUDITA
O clássico dos gols. Qatar marcou 5 no empate. Arábia marcou 4 na derrota. Quem espera jogo de marcação vai errar de endereço. Tiago Bigode quer recuperar o prestígio depois do susto do empate.
🏆 PALPITE: Qatar vence por 6 × 4.
11h00  |  Quadra 2     HAITI  ×  ESCÓCIA
O Haiti precisa se recuperar da derrota da arbitragem para o Curaçao. Mas terá que fazer isso sem Achilles no primeiro tempo. A Escócia chega energizada pelo empate épico e com William com N numa fase que beira o sobrenatural.
🏆 PALPITE: Escócia vence por 8 × 3
 ✍️  A PALAVRA FINAL — OU QUASE

Esporte e Diversão Responsável. Esse é o lema. E depois de uma primeira rodada dessas, podemos confirmar: o esporte foi praticado, a diversão foi desfrutada e a responsabilidade foi… bem, foi tentada.

CEA — Copa Entre Amigos 2026  |  Edição Zebras da Copa  |  23 Anos

www.copaentreamigos.com.br  |  www.meufuteba.com.br/c/cea2026

ESPORTE E DIVERSÃO RESPONSÁVEL

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